O western foi um gênero
cinematográfico americano baseado no passado da própria América, que, além de
ajudar a entender a mentalidade do povo americano, nos ajuda a entender a
própria historia do cinema.
O Western foi um estilo de data
abrangente; começou por volta de 1903 com O Grande Roubo do Trem (Edwin Porter)
e na opinião de alguns críticos, dura até hoje. Porem há de se reconhecer que o
gênero perdeu sua força com o passar do tempo, e trato aqui por western os
filmes realizados desde o começo do século passado até o começo da década de
1970, quando a “era de ouro” do gênero acabou.
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Cena de O Grande Roubo do Trem (1903, Edwin Poter). |
Os filmes retratam um período
entre 1830 e 1890, quando ocorreu o processo de expansão do território
americano rumo à oeste e a luta contra tribos indígenas que os habitavam.
Várias regras e recursos básicos
da linguagem cinematográfica foram introduzidos a partir dos filmes western. D.
W. Griffith, por exemplo, passou a utilizar em seus filmes como Fighting Blood
(1911), a montagem paralela e o close up.
Outro cineasta da época que
inovou foi Thomas H. Ince, com filmes como The Battle of Gettysburg (1913),
onde enfatizou a importância do roteiro de filmagem, em que havia uma descrição
dos cenários, dos gestos das personagens, separação das partes dos filmes por
cenas, entre outras inovações que contribuíram para a ampla utilização do uso
do roteiro durante as filmagens.
Os enredos dos filmes geralmente giravam em
torno do herói, o cowboy. Ele surge como agente restaurador da ordem e
possui um firme código de honra (que sempre esteve em sintonia com os ideais
americanos). Em geral, os filmes também apresentavam alguns personagens clichês
como a garota de bom coração, o xerife covarde, um alcoólatra, etc. Tudo agia de
modo a expressar oposições, como o índio/bandido contra o cowboy, a ordem e a
desordem, mas principalmente, simbolizava o avanço da civilização sobre a
natureza e o oeste selvagem ( que pode ser comparado na vida real com o
imperialismo americano).
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Jonh Wane, ator ícone do gênero, em O Homem Que Matou o Facínora (1963, Jonh Ford). |
Quase nenhum gênero/estilo teve
tanta duração quanto o western, nos mais de 50 anos em que durou a “era de
ouro” diversos bons filmes foram produzidos e diversos bons diretores foram
revelados ao público, entre eles: George Stevens, com Os Brutos Também Amam (1953),
Nicholas Ray com Johnny Guitar (1954), e William Wyler com O Galante
Aventureiro (1940).
Aquele porém, que conseguiu mais
destaque foi Jonh Ford, diretor de diversos clássicos como Paixão de Fortes
(1946), No Tempo Das Diligências (1939), além daquele que viria a ser o
prenuncio do fim da era de “ouro do western”, O Homem Que Matou o Facínora
(1963).
Entre os final do anos 60 e
inicio da década de 70 o gênero entrou em decadência. Muitos dos aspectos e
convenções do western foram incorporados a outros gêneros ( como a ficção
ciêntifica de Star Wars), porém, o western em si não já não era capaz de
acompanhar os valores da sociedade americana e tornou-se obsoleto, contudo, a
magia dos filmes clássicos do gênero jamais será esquecida e continuará servindo
de inspiração para novos cineastas; assim como os filmes clássicos irão
continuar encantando plateias de todo o mundo por muitas gerações.
Curiosidades:
Jonh Wane(foto), ator participou de diversos filmes do gênero, principalmente
em filmes de Jonh Ford, como No Tempo das Diligências, tornou- se praticamente
um ícone do estilo western. Outra, o plano americano, em que o enquadramento mostra
desde pouco abaixo da cintura até um pouco acima da cabeça dos atores, foi
criado nos filmes do gênero, já que era necessário mostrar os cowboys sacando
as armas do cinto.
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