Deve-se destacar esse
movimento, pois, apesar de possuir uma certa rivalidade com o expressionismo
alemão. Ambos trabalharam rumo a uma mesma direção, o reconhecimento do cinema diante
de um publico intelectual, o reconhecimento deste como arte.
O impressionismo foi um
estilo de fazer cinema muito popular na França durante toda a década de 1920,
ficou muito conhecido por defender o cinema como um meio autônomo, singular,
“puro”. Porem adotou da pintura impressionista a presença de um olhar móvel do
espaço.
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O Espelho de Três Faces (1927, Jean Epstein) |
As principais inovações
promovidas por esta vanguarda foram na área da aparência fotográfica. Distorções,
montagem acelerada, superexposições e ângulos inovadores estão entre o amplo
leque de inovações promovidas pelos impressionistas. Além disso, os filmes
dessa época conseguem demonstrar de maneira bem sucedida o universo interior
das personagens (como no filme eldorado, 1921, de L’Herbier, através de um
efeito de foque e desfoque, consegue mostrar
os sentimentos de uma das personagens).
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Napoleão (1927, Abel Gance) |
Um
amplo numero de diretores franceses aderiram a estética à época, como Louis Delluc,
que sugeriu o uso do termo impressionismo, além de dirigir filmes como A
inundação (1924). Outro diretor fundamental foi Abel Gance, que pôs em prática
vários anseios do movimento, como alguns ângulos revolucionários que podem ser
encontrados em Napoleão (1927). Outros diretores importantes são: L’Herbier
(Eldorado, 1921), Germaine Dulac (A Sorridente Madame Beudet, 1922) e Jean Epstein
(considerado o mais inovador diretor do movimento, por filmes como O espelho de
Três Faces, de 1927, que rompe com a estrutura linear das narrativas da época).
Curiosidade:
neste movimento foi provavelmente criada a noção de que o diretor só é
verdadeiramente autor do filme quando também é roteirista do mesmo, o que lhe
confere mais liberdade de criação.